O Setembro Amarelo chegou! E quando pensamos em saúde mental, é comum lembrarmos de rotina, sono, relações pessoais e trabalho. Mas há um fator que costuma passar despercebido nessa conta: o dinheiro.
Boletos atrasados, dívidas que não param de crescer, a sensação de estar sempre no vermelho. Tudo isso deixa marcas que vão muito além do extrato bancário.
Então, que tal aproveitar o mês dedicado à conscientização sobre saúde mental e prevenção ao suicídio para ampliar esse tema?
O que os dados mostram
Um levantamento da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box mostrou que 84% dos brasileiros já sentiram a saúde mental afetada por problemas financeiros. Os impactos mais citados foram no humor e na estabilidade emocional, na autoestima, na energia e disposição, e até na concentração no trabalho e nos estudos.
Uma pesquisa da Creditas, realizada durante a campanha Janeiro Branco, chegou a resultados parecidos: 66% dos entrevistados afirmaram que problemas financeiros impactam diretamente sua saúde mental, gerando estresse, ansiedade e insônia, e metade relatou sentir ansiedade constante por causa do endividamento.
Um artigo da Universidade Federal de Pelotas sobre o tema reforça esse ciclo. O estresse financeiro, seja por dívidas, inflação ou queda no poder de compra, pode desencadear sintomas como ansiedade, insônia e até depressão.
Um ciclo que se retroalimenta
O que esses dados têm em comum? A ideia de que saúde financeira e saúde mental estão conectadas. A insegurança gera ansiedade; a ansiedade dificulta decisões conscientes; decisões impulsivas geram mais dívidas; e o ciclo recomeça.
Organização financeira como bem-estar
A educação financeira é uma das principais ferramentas para isso. Não se trata de eliminar todas as preocupações, mas de reduzir o peso de uma incerteza.
- Ter clareza sobre a própria situação. Saber exatamente quanto entra, quanto sai e quanto se deve é o primeiro passo.
- Definir metas realistas. Objetivos financeiros muito distantes da realidade geram frustração. Já metas alcançáveis, divididas em etapas, mantêm a motivação.
- Criar uma reserva de emergência. Ter uma rede de segurança reduz a ansiedade diante de imprevistos.
- Pensar no longo prazo. Planejar o futuro, inclusive a aposentadoria, é uma forma concreta de transformar a insegurança sobre “o que vai acontecer” em um plano que já está em construção.
O papel da PortoPrev nessa conversa
A PortoPrev acredita que planejar o amanhã é também uma forma de viver o presente com mais leveza. É nesse ponto que a educação financeira e o planejamento previdenciário se encontram com o cuidado emocional.
Cuidar das finanças é cuidar de você. E se, além da organização financeira, você sentir que precisa de apoio emocional, saiba que buscar ajuda é sempre o caminho certo.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas por dia, pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br.
IMPORTANTE:
Se você for um participante que ainda é funcionário do Grupo Porto, contamos com parceiros da Orienteme e o programa Fique Bem, disponível no número 0800 777 4634, prontos para oferecer escuta ativa, suporte psicológico e financeiro de forma totalmente confidencial, 24h por dia. Na plataforma da Orienteme, você pode ter atendimento especializado.
Fontes: Serasa/Opinion Box; Creditas/Opinion Box (Janeiro Branco); Unicred; Universidade Federal de Pelotas (Superávit Caseiro).