Estudar, trabalhar e se aposentar. Esse antigo modelo de vida funcionou para gerações com expectativa de vida girando em torno de 70 a 80 anos.
Com os avanços da medicina, da tecnologia e da qualidade de vida, esse padrão já não corresponde à realidade. Especialistas discutem a possibilidade de que uma parcela significativa das gerações mais jovens alcance os 100 anos de idade. A chamada Geração Alpha — formada por pessoas nascidas a partir de 2010 — cresce justamente nesse contexto.
Então, estamos preparados para uma vida que possa durar quase um século?
O novo conceito de carreira profissional.
A longevidade altera também a forma como será encarada a carreira profissional. A tendência aponta para trajetórias mais dinâmicas, com múltiplas carreiras, períodos de requalificação, empreendedorismo, consultoria e mudanças de área ao longo da vida.
O aprendizado contínuo deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade. Em um mundo em constante transformação, impulsionado por avanços como a inteligência artificial, a capacidade de adaptação pode se tornar mais importante do que o conhecimento técnico adquirido em um único momento da vida.
Além de escolher uma profissão, as novas gerações precisarão desenvolver a habilidade de se reinventar diversas vezes.
E como viver bem vivendo mais?
Antes, o objetivo era acumular recursos para uma aposentadoria de 15 ou 20 anos. Agora pode ser necessário pensar em um período muito maior.
Isso exige novas estratégias de investimento, educação financeira desde cedo e uma visão de longo prazo sobre economia.
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Porque não é só sobre viver mais. E também sobre viver bem.