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E você? Se considera um consumidor consciente?

A educação financeira é algo tão sério que deveria, há muito tempo, ser matéria obrigatória nas escolas, como acontece nos países nórdicos, no Japão, entre outros.

 

O ideal é abordá-la já na educação infantil, desenvolvendo a noção de como gerir e controlar o dinheiro. Mas, melhor ainda, seria iniciar tudo isso no próprio ambiente familiar. Trazer essa realidade para o dia a dia fortalece a percepção da responsabilidade que se deve ter com as finanças.

 

Porém, a realidade no Brasil é outra. Segundo a Pesquisa Global de Educação Financeira da Standard & Poor’s (S&P), realizada em 144 países, os brasileiros figuram na 74ª posição, atrás inclusive de países mais pobres.

 

Mas enfim, o que é educação financeira?

Basicamente, é o processo onde a pessoa busca informação e conhecimento para aprender a administrar seu dinheiro de uma forma mais consciente, inteligente e responsável. É também saber planejar vários cenários, desde imprevistos, oportunidades de investimentos mais rentáveis e até a própria aposentadoria.

 

Benefícios

São muitos, tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. Se cada cidadão controla melhor suas economias, o índice de inadimplência automaticamente diminui. Com isso, tanto tarifas como o preço dos próprios produtos ou serviços tendem a diminuir, já que o consumidor passa a honrar os seus compromissos.

É um efeito cascata, que vai refletir na economia como um todo.

 

Oportunidades

Escolher onde gastar o dinheiro também pode impactar diretamente na sua vida a médio e longo prazos. Um exemplo são os cursos de capacitação.

Muitas vezes, optar por um curso em vez de uma roupa é a diferença em estar, ou não, pronto para oportunidades que exigem conhecimento. O resultado pode ser emprego e salário melhores.

 

Massa crítica

Quando a educação financeira passa a fazer parte da vida dos cidadãos de uma maneira geral, desenvolve-se a massa crítica. Com mais pessoas informadas fica mais fácil entender sobre cálculos, estimativas, juros, oscilações, riscos, entre outras questões que envolvem as finanças.

O resultado: uma população menos endividada, menos suscetível aos efeitos negativos dos imprevistos e mais propensa, e preparada, até para empreender.

 

E a sua educação financeira, como está?

Separamos 4 quesitos para ajudar você a avaliar como está a sua relação com as finanças.

 

  1. Reconhecer

Isso mesmo! Comece se perguntando sobre a sua saúde financeira, avalie a situação e defina metas.

Veja um exemplo simples:

Situação: endividamento crônico em um total de R$ 10.000

Objetivo 1: pagar essa dívida

Objetivo 2: ter uma reserva financeira

Objetivo 3: investir para montar um negócio.

 

  1. Registrar

Assim como uma empresa, você também precisa ter a plena consciência do caminho do seu dinheiro, de onde vem e para onde vai.

Adote o hábito de utilizar uma planilha. Além de ser mais fácil controlar, ainda permite que você consulte e compare mês a mês as alterações no destino do dinheiro.

 

  1. Revisar

Gastar menos do que ganha. Apesar de parecer óbvio, não considerar essa realidade é o início de muitos endividamentos.

Revise com frequência os orçamentos e, caso necessário, faça ajustes. Entendeu agora a função da planilha, abordada no item anterior? Com ela fica mais palpável avaliar os gastos e até traçar novos planos.

 

  1. Realizar

Se você considerar os 3 primeiros critérios, concretizar esse último fica ainda mais fácil.

Além de você ter melhorado a sua relação com o dinheiro, a adoção dessas dicas vai permitir sua evolução.

Isso pode ser em forma de uma reserva, uma poupança, uma previdência privada e até empreendendo, dando início a uma nova fonte de renda.

 

Anote:

Seguem algumas dicas para você desenvolver o hábito da educação financeira.

1 – Estude muito

2 – Planeje

3 – Economize

4 – Controle gastos

5 – Adote a planilha

6 – Defina metas

7 – Defina prioridades

8 – Faça aplicações todos os meses

9 – Fique atento às oportunidades

10 – Diversifique os investimentos

11 – Faça uma reserva financeira

12 – Utilize a tecnologia a seu favor

 

E aí, pronto para colocar tudo isso em prática e se tornar um consumidor consciente?

A educação financeira é construída no dia a dia. Vá aos poucos, mas nunca pare. O problema não é começar tarde. O problema é nunca começar.